My PLE

MY PLE

Enquanto seres inacabados e em constante desenvolvimento, todos desfrutamos de ambientes pessoais de aprendizagem, que nos permitem desenvolver a aprendizagem ao longo da vida (Castañeda & Adell, 2013). Desta forma, pensar num Personal Learning Environment (PLE) é pensar numa aprendizagem rizomática, de carácter múltiplo, constante e desenvolvido em diferentes palcos de interação e com carácter autodirigido.

A definição de PLE’s é projetada pelo avanço da Web 2.0 e pela ebulição tecnológica e digital da sociedade em rede em que vivemos, que promove a extensão da aprendizagem pelo ciberespaço e desmaterializa o espaço educativo e o projeta para lá das paredes da sala de aula, em horizontes infinitos, indefinidos e em constante mutação. Na realidade, evidencia a mescla da aprendizagem formal, informal e não formal.

Portanto, refletir sobre PLE’s é encará-los como possibilitadores de uma articulação de experiências de aprendizagem em diferentes contextos (Mota, 2009) e o seu desenho evidencia a consciência de práticas inovadoras e atuais na construção do conhecimento, numa perspetiva social da aprendizagem e de partilha constante (Silva, 2012).

Assim, concordamos com Attwell (2010) ao referir que “PLEs can be seen as the spaces in which people interact and communicate and whose ultimate result is learning and the development of collective know-how. In terms of technology, PLEs are made-up of a collection of loosely coupled tools, including Web 2.0 technologies, used for working, learning, reflection and collaboration with others” (Attwell, 2010, p. 5). Um PLE é, pois, “el conjunto de herramientas, fuentes de información, conexiones y actividades que cada persona utiliza de forma asidua para aprender” (Adell & Castañeda, 2010, pág. 23).

Neste sentido, o desenvolvimento do desenho de um PLE demonstra claramente a perspetiva construtivista da aprendizagem, numa geração conectivista e em rede, assim como a complexidade da aprendizagem atual e das suas várias vertentes e situações, num processo co-construído e em contínua construção.

A importância pedagógica dos PLE’s reside no facto de promover uma dimensão de aprendizagem abrangente, que conjuga o potencial da Web 2.0 na sua extensão interativa, colaborativa, informal, informativa, criativa e inovadora.

Esta feita, todos os PLE’s são diferentes, apesar de semelhantes na sua essência. A sua representação pode assumir diferentes configurações, mas visa sempre demonstrar um processo pessoal, inacabado, centrado no aluno e ajustado à sociedade atual.

Concordamos com Attwell (2007, p. 2), quando refere “the idea of the PLE purports to include and bring together all learning, including informal learning, workplace learning, learning from the home, learning driven by problem solving and learning motivated by personal interest as well as learning through engagement in formal educational programmes”.

Para o desenvolvimento do presente PLE foram absorvidas influências de Terry Anderson (2007 apud Mota, 2009), no sentido de categorizar linhas de aprendizagem comuns. Assim, procurou-se desenvolver o PLE com base nas seguintes diretrizes:

  1. Identidade Física: os palcos de interação maioritariamente física, que acompanham desde as origens e que influenciam sobremaneira a aprendizagem e a forma como esta se desenvolve.
  2. Identidade Digital: os palcos de aprendizagem promovidos pelo avanço da Web 2.0 e das ferramentas a ela associadas, que promovem competências digitais significativas para um percurso pessoal, profissional e académico progressivamente melhor e mais significativo.

Partindo deste dois grandes palcos são apresentadas as suas especificidades. Destacamos as linhas que promovem a identidade digital, baseadas em verbos de ação significativos: pesquisar, criar, comunicar, organizar, colaborar, publicar e os VLE (virtual learning environments).

Assim, podemos interpretar:

  • Pesquisar – cenários que permitem a pesquisa de informação e a busca de conhecimento;
  • Criar – cenários que permitem o desenvolvimento de conhecimento, de atividades e de conteúdos significativos;
  • Comunicar – cenários de comunicação contínua, quer síncrona, quer assíncrona;
  • Organizar – ferramentas que permitem a organização da informação e a sua estruturação;
  • Colaborar – ferramentas que permitem o desenvolvimento de trabalho colaborativo e de co-construção do conhecimento;
  • Publicar – cenários de partilha e de conhecimento contínuo e inacabado;
  • VLE – ambientes virtuais de aprendizagem que promovem um conhecimento inovador e emergente.

A imagem desconstruída/em construção visa evidenciar o processo contínuo e inacabado do PLE e a sua leitura global permite duas leituras:

  • da esquerda para a direita – a influência de todos os palcos no desenvolvimento da pessoa global, no processo de aprendizagem co-construído – todos estes cenários constroem a pessoa e configuram a sua aprendizagem;
  • da direita para a esquerda – a influência e as marcas deixadas pela pessoa nos diferentes palcos de desenvolvimento de aprendizagem.

Desta forma, as linhas ganham uma dimensão bidirecional e de interinfluência contínua e de partilha constante, até porque desenvolver um PLE é mais do que enumerar tecnologia, é antes refletir sobre atitudes e valores (Castañeda & Adell, 2011).

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Referências:

  • Adell, J., & Castañeda, L. (2010). Los Entornos Personales de Aprendizaje (PLEs): una nueva manera de entender el aprendizaje.
  • Attwell, G. (2007). The Personal Learning Environments – the future of eLearning? In eLearning Papers, vol. 2, nº 1, 1-8.
  • Attwell, G. (2010). Supporting Personal Learning in the Workplace.
  • Castañeda, L., & Adell, J. (2011). El desarrollo profesional de los docentes en entornos personales de aprendizaje (PLE). In Roig Vila & Laneve (Eds.) La práctica educativa en la Sociedad de la Información: Innovación a través de la investigación. Editorial Marfil.
  • Castañeda, L., & Adell, J. (2013).La anatomía de los PLEs. Editorial Marfil.
  • Mota, J. C. (2009). Personal Learning Environments: Contributos para uma discussão do conceito. Educação, Formação & Tecnologias-ISSN 1646-933X,2(2), 5-21.
  • Silva, S. (2012). Ambiente pessoal de aprendizagem (PLE) como recurso de aprendizagem para o professor, Revista GEINTEC, Vol. 2, 2, pp. 120-128. ISSN: 2237-0722. São Cristóvão/SE – 2012.

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Ferramentas:

  • Pesquisar: Slideshare; Google; Blogger; Youtube; Google Chrome; Internet Explorer; Wikipedia; RSS; Facebook; Twitter; Linkedin;
  • Criar: Office; Google Docs; Adobe; After Effects; Prezi; MovieMaker; Photoshop; Padlet; Amigo Multiface;
  • Comunicar: Second Life; Slideshare; Linkedin; Twitter; Facebook; Youtube.com; Skype; Outlook; Whatsapp; Google Hangout; Google+; Moodle;
  • Organizar: Dropbox; Onedrive; Google Drive; Evernote; Thunderbird; Outlook; Mendeley; Prezi;
  • Colaborar: Skype; Second Life; Google Docs; Faxcebook; Dropbox; Google Drive;
  • Publicar: Moodle; Facebook; Twitter; Linkedin; WordPress;  Slideshare;
  • VLE: Plataforma elearning Universidade Aberta + SOL; Moodle; Second Life; Coursera; Udemy.

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Comentário de Jordi Adell e Linda Castañeda no Twitter a 3 de maio de 2015:

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E é desta forma que vemos o nosso trabalho valorizado por dois dos grandes nomes que se debruçam sobre Personal Learning Environments! Orgulho-me deste trabalho! 🙂 Obrigado pelos comentários!

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Exposição pelo Second Life – Um marco nesta caminhada

Um trabalho de grupo excelente…uma troca inesquecível e uma experiência altamente enriquecedora….

Exposição: “Partilhas MPEL8: Os jogos tradicionais portugueses no SL”

Grupo:

Ana Correia

Ana Toscano

Hélder Pereira

Maria Emanuel Almeida

Marta Saraiva

Tarefa 3 – Um trabalho de grupo extremamente enriquecedor

No seguimento da tarefa 3 da atividade 1 da UC de Ambientes Virtuais de Aprendizagem…surge um trabalho de grupo enriquecedor pelas partilhas e experiências que proporcionou 🙂

Todos estamos de parabéns pelo trabalho desenvolvido e espero que experiências como estas continuem a esbater as barreiras do espaço e a juntar escalar diferentes do globo num mesmo espaço, o ciberespaço que agora faz sobremaneira parte da nossa vida.

Reparem como entendemos agora esta citação:

este novo espaço com áreas de privacidade – um novo mundo virtual ou mundo mediatizado – é um suporte aos processos cognitivos, sociais e afetivos, os quais efetuam a transmutação da rede de tecnologia eletrónica e telecomunicações em espaço social povoado por seres que (re)constroem as suas identidades e os seus laços sociais nesse novo contexto comunicacional. Geram uma teia de novas sociabilidades que suscitam novos valores. Estes novos valores, por sua vez, reforçam as novas sociabilidades. Esta dialética é geradora de novas práticas culturais. (Silva, 2011, p. 1)

Na realidade estas experiências têm alterado e reconfigurado a forma como encaramos esta nova virtualização das relações sociais, que para nós se estão a revelar cada vez mais intensas e reais dentro da sua virtualidade.

Vivemos um mundo novo, que ainda não podemos ver para onde e de que forma se desenvolve, mas somos uns privilegiados em fazer parte dele.

Não poderia deixar de dar um muito obrigado especial às meninas do meu grupo e ao professor Rui Páscoa pelo acompanhamento que nos tem pedagógica e humanamente permitido evoluir de forma positiva e enriquecedora.

Até já a tod@s

Deixamos de seguida o texto e a apresentação:

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SILVA, L. (2011). Comunicação: A Internet – a geração de um novo espaço antropológico.

O Elearning e o Professor Online

Olá a tod@s,

O que se pretende com este vídeo é ilustrar uma opinião construída com base nas leituras de artigos relacionados com a temática da pedagogia do elearning e do papel do professor online.

Procura responder a 2 questões base:

– Que modelo pedagógico se deve adotar?
– Que alterações no papel do professor online são necessárias?

Esperamos que gostem!

Existe uma versão alargada (com 19 minutos, mas que é só complemento informativo, que também explica a definição de elearning, as vantagens e os mitos a serem derrubados).

Link:https://www.youtube.com/watch?v=BUE_cdLgyIU

Bibliografia:

ALMENARA, J. C. (2006). Bases pedagógicas del e-learning. DIM: Didáctica, Innovación y Multimedia, (6).

ANDERSON, T. (2004). Teaching in an online learning context. Theory and practice of online learning, 273-294.

CAÇÃO, R., & DIAS, P. J. (2003). INTRODUÇÃO AO ELearning.

DIAS, A. A., & GOMES, M. J. (2004). E-learning para e-formadores. Guimarães: Portugal, Tecminho.

GOMES, M. J., COUTINHO, C. P., GUIMARÃES, F., CASA-NOVA, M. J., & CAIRES, S. (2011). Educação a distância e e-learning na Universidade do Minho: análise das percepções, concepções e práticas docentes no Instituto de Educação.

GOMES, M. J. (2005). E-learning: reflexões em torno do conceito.

GOMES, M. J. (2005). Desafios do e-learning: do conceito às práticas. In Actas do VIII Congresso GalaicoPortuguês de PsicoPedagogia”, Braga: CIEd/IEP/UM (pp. 66-76).

LIMA, J. R., & CAPITÃO, Z. M. A. (2003). e-Learning e e-Conteúdos. Centro Atlantico.

MORGADO, L. (2001). O papel do professor em contextos de ensino online: problemas e virtualidades.

NOGUEIRA, R. C. C., & BOTH, I. J. (2012). A importância do tutor em Educação a Distância (EaD). CADERNO INTERSABERES1(1), 72-82.

OKADA, A. (2007). Novos paradigmas na educação online com a aprendizagem aberta.

SEGURA, J. A., & CIGES, A. S. (2000). Enseñanza online: elementos para la definición del rol del profesor. In Nuevas tecnologías en la formación flexible ya distancia (pp. 351-372).

SIEMENS, G. (2010). Teaching in social and technological networks. Connectivism. Recuperado de http://www.connectivism.ca/?p=220.